Imunidade é a capacidade do organismo em combater as agressões externas.

Temos a imunidade inata, que é realizada pelas células de defesa de nosso corpo e é acionada sempre que um agente agressor tenta nos acometer. Há também a imunidade adaptativa, que é aquela que o organismo desenvolve após um primeiro contato com determinado agente agressor (vírus, bactéria) e desenvolve um sistema de defesa específico, que será acionado sempre que o organismo voltar a ter contato com aquele agente.

Estas duas formas de defesa (inata e adaptativa) são complementares e atuam sempre em conjunto.

A resposta imunológica depende de uma série de complexas reações bioquímicas, havendo diversos nutrientes envolvidos nestas reações. Estes nutrientes são as vitaminas, minerais e aminoácidos (partes pequenas das proteínas), que nosso corpo não consegue fabricar e necessitam ser ingeridos através da alimentação ou da suplementação.

Devemos procurar suprir diariamente a necessidade de todos estes elementos através de uma alimentação equilibrada e variada.

Dentre as vitaminas, as principais envolvidas neste processo de defesa são: vitamina A, B6, B12, ácido fólico, C, D e E. Os principais minerais que atuam neste mecanismo são zinco, ferro, cobre, magnésio e selênio.

Todos estes elementos estão acessíveis em diversos alimentos. Abaixo as principais fontes de cada um deles:

Vitamina A e beta caroteno – presente na maioria dos alimentos de cor laranja, entre eles: abóbora, cenoura, mamão, melão, tomate, batata doce, presente também em algumas folhas como brócolis, alface e espinafre.

Vitaminas do complexo B (B6, B12 e ácido fólico ou B9) – suas principais fontes são os feijões, verduras de coloração verde escura, castanhas em geral (inclusive amendoim), cereais integrais, couve-flor, ovos, leite, peixes e fígado. A vitamina B12 é a única vitamina que não está presente no reino vegetal, sua deficiência é muito frequente e quase sempre necessita ser suplementada.

A Vitamina C, a mais contemplada em todas as citações em relação ao combate a infecções, está disponível principalmente em frutas cítricas, como limão e laranja, assim como no kiwi, acerola, mamão, morango e tomate. Importante citar que esta vitamina é muito sensível ao calor e sua disponibilidade é maior nos alimentos recém-colhidos e não devem ser submetidos ao aquecimento.

A Vitamina D, que tem um destacado papel na resposta imune, é obtida principalmente através da exposição solar (sem uso de filtro solar) e da ingestão de ovos, laticínios, fígado, e peixes gordurosos, principalmente os que vivem em águas geladas. Esta vitamina também apresenta um importante percentual de deficiência na maioria da população, devendo ser dosada com frequência, para que se possa usar a suplementação quando necessário.

Já a Vitamina E, pode ser obtida através da ingestão de grãos, ovos, óleos vegetais e folhas verdes.

Com relação aos principais minerais envolvidos na resposta imunológica, sabemos que o Zinco está presente em abundância nos cereais integrais, chocolate amargo, semente de linhaça, carnes e frutos do mar e o Ferro que está presente nas folhas verde escuras, feijões e leguminosas em geral, beterraba, carnes vermelhas, fígado, frango e peixe.

Entre os alimentos ricos em Cobre, temos as nozes, chocolate, cereais integrais, frutas em geral, crustáceos e miúdos. O Magnésio se encontra disponível na maioria dos legumes e vegetais verdes, diversas frutas como banana, uva e abacate, grãos e cereais integrais, sementes e nozes, carnes, frutos do mar e produtos lácteos.

O Selênio, importantíssimo oligoelemento (assim chamado por estar presente em doses muito pequenas) tem suas principais fontes na castanha do Pará, brócolis, pepino, alho, cebola, grãos, peixes e carnes.

Importante ressaltar que, além de procurar ingerir todos os nutrientes essenciais diariamente, precisamos estar atentos a fatores que podem prejudicar e até mesmo anular este cuidado, como a ingestão de excesso de açúcar ou álcool e o tabagismo, além da exposição a agentes poluentes e agrotóxicos. O estresse é também outro fator importante no tocante à queda da imunidade.

De um modo geral, grande parte da população consegue suprir a maior parte das suas necessidades nutricionais através de uma alimentação balanceada. Porém, há situações onde a suplementação pode ser necessária, especialmente em pessoas com alguma dificuldade de absorção, idosos e indivíduos em recuperação de doenças muito debilitantes ou recém-submetidos a tratamentos muito agressivos, como quimioterapia. Alguns autores também justificam a suplementação durante os processos de infecção, quando a demanda por estes nutrientes está aumentada e seu aporte proporciona uma ativação mais rápida da resposta imune.

De qualquer forma, a suplementação deve ser sempre orientada por um profissional de saúde, de modo a se evitar danos decorrentes ao excesso de algum nutriente ou o desequilíbrio entre os mesmos.